Algacyr Guimarães

Algacyr Guimarães, nasceu em Curitiba, a 02 de janeiro de 1909, filho de Heitor Alencar Guimarães e Alda Bandeira Guimarães. Fez seus estudos em Curitiba, tendo recebido diploma de engenheiro civil pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Paraná.

Em 1946 assumiu a cadeira de estradas daquela Escola, dedicando-se profundamente ao magistério superior. Na década de 1950 transferiu-se para São Paulo, convidado a organizar o setor de transportes da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí.

Em 1957 já era diretor de operações daquela ferrovia, destacando-se pela sua competência profissional.

Em razão disso, foi nomeado membro do Conselho Nacional de Tarifas de Transportes e do Instituto Nacional Tecnológico de Pesquisas Econômicas.

Em 1961, o governador Ney Braga foi buscá-lo para assumir a Secretaria do Estado da Fazenda. Promoveu, naquela pasta, radical reformulação da política financeira, obtendo a integral recuperação das finanças e elevou a arrecadação do Estado. Introduziu a reforma da legislação fiscal mediante o sistema de incidência única do imposto de vendas e consignações. Com a criação da SUPLAN, exerceu intenso combate à sonegação. Entre outros atos da sua inspiração, destacam-se a recuperação do Banestado, a criação do Fundo de Desenvolvimento Econômico para estimular a iniciativa privada e a criação do Centro de Processamento de Dados (Celepar).

Tendo sido o governador Ney Braga convocado para o Ministério da Agricultura e, por isso, renunciado ao cargo, foi Algacyr eleito, pela Assembléia Legislativa, para concluir o período governamental. Ao tomar posse, discursou: “Neste curto período de setenta dias do meu mandato não mergulhei na euforia que a magnificência desta situação pode originar. Perseguirei, incansavelmente, a execução de uma ação já delineada por Ney Braga: revolucionar as estruturas de cultura humana e de saúde pública para permitir um melhor e maior acesso às utilidades e ao conforto em geral, para colocar o povo em condições de exercer seus direitos naturais. Tenho repudiado e continuarei a reprimir a obsoleta democracia política despida de conteúdo social”.

A unanimidade da eleição redobrou-lhe a responsabilidade pública, juntamente com o vice-governador Alipio Ayres de Carvalho. Além de conferir continuidade ao programa traçado por seu antecessor, manifestou especial cuidado ao campo educacional, particularmente ao ensino superior no interior do Estado. Nesse desiderato, criou as escolas de nível universitário, seguintes: Faculdade de Direito de Maringá, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cornélio Procópio, expansão dos cursos de Farmácia e Odontologia da Faculdade Estadual de Ponta Grossa. Autorizou o funcionamento de vários cursos de nível médio, a transformação em grau colegial de outros, numa sucessão de iniciativas elogiáveis nesse setor.

Ratificou importantes convênios entre o governo do Estado e o Banco Mundial para financiamento de obras rodoviárias. Determinou a instalação da Escola Superior de Agronomia e Veterinária, criada pela lei nº 4.856. Estimulou, por fim, todas as atividades produtivas do Estado.

Após transmitir o governo ao seu sucessor, Paulo Pimentel, assumiu a Direção Geral do DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem), nomeado pelo presidente Castello Branco, em fevereiro de 1966. Entre as obras de relevo da sua administração, destaca-se a construção e pavimentação da BR 277, inaugurada em 1967.

Assumiu a presidência do Banestado em 1970, nomeado, a seguir, para o Tribunal de Contas do Paraná. Aposentado e cumprida sua missão no Paraná, retornou a São Paulo, onde se dedicou aos serviços de Consultoria Ferroviária na direção de empresas privadas.
Faleceu em 24 de setembro de 1988, na capital paulista.

Biografia: História biográfica da república no Paraná, de David Carneiro e Túlio Vargas, 1994.
Foto: Galeria do Salão dos Governadores do Palácio Iguaçu, reproduzida por Simone Fabiano.
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