José Hosken de Novaes

José Hosken de Novaes nasceu em Carangola, Estado de Minas Gerais, em 07 de fevereiro de 1917, filho de Américo Moreira Novaes e Maria Hosken de Novaes. Fez o curso fundamental onde nasceu. Mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Direito.

Em 1939 obteve o grau de bacharel em ciências jurídicas pela Faculdade Nacional de Direito. Em 1942 a família mudou-se para Londrina, norte do Paraná, dedicando-se à advocacia. Ingressou na política após a redemocratização do país em 1945, na União Democrática Nacional. Seu prestígio como advogado e líder ultrapassou as fronteiras do Município.

Exerceu assim os cargos de procurador Geral do Estado, Secretário de Estado da Fazenda e membro da Comissão Estadual de Revisão de Terras e Consultas.

Em 1963 elegeu-se prefeito municipal de Londrina, com administração modelar. Eleito vice-governador, em 1979, assumiu o poder para completar o período governamental, dada a desincompatibilização de Ney Braga, candidato ao Senado. No discurso de posse declarou: “Pretendo terminar este governo sem descaracterizá-lo ou renegar seu compromissos políticos”.

Parcimonioso, destacou-se pela contenção de gastos, apoio às atividades culturais e proteção ao social. Presidiu, com total isenção, as eleições governamentais com transparente austeridade. Professor de Direito Civil, ao deixar o governo, voltou às aulas e ao seu escritório de advocacia em Londrina, onde iniciou sua vida política.

No jornal Correio de Notícias, edição de 01/08/87, o jornalista Ivan Schmidt, assim se referiu ao culto governante: “O advogado Hosken de Novaes, que foi prefeito da cidade de Londrina e escolhido vice-governador de Ney Braga, na última rodada de governadores nomeados pelo presidente da República, também primou pelo despojamento dos penduricalhos do poder, dada a simplicidade de desempenho”.

Enquanto vice-governador, Hosken teve direito a uma pequena sala, com um ou dois assessores e um velho automóvel que o levava para casa ao fim do expediente. Ao assumir o cargo, quando da desincompatibilização de Ney Braga, que tencionava voltar ao Senado, no discurso que fez, Hosken afirmou estar surpreso de ver tanta gente, porque, afinal, o que ocorria ali, naquele momento, era uma possezinha sem importância.

Obviamente, político experimentado que sempre foi, Hosken estava dando um recado à legião de áulicos e bajuladores que ali estavam para, então, sem muita consciência, iniciar o canto do cisne do ex-governador, E simples, como sempre foi, chegou ao fim do mandato, entregando o cargo a José Richa, retirando-se para a vida reclusa e os sábios pareceres jurídicos, que sempre foram seu forte.

Biografia: História biográfica da república no Paraná, de David Carneiro e Túlio Vargas, 1994.
Foto: Galeria do Salão dos Governadores do Palácio Iguaçu, reproduzida por Simone Fabiano.
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