A Casa Civil do Paraná reforçou, nesta semana, a orientação interna aos servidores sobre o protocolo do “Sinal Vermelho”, iniciativa de enfrentamento à violência doméstica que passa a integrar as ações do Projeto Mandala: Casa Civil Sustentável, conduzido pela Diretoria de Gestão Técnica (DGT).
A medida tem como objetivo capacitar os servidores para identificar e agir diante de um pedido silencioso de socorro: quando uma mulher desenha um “X” vermelho na palma da mão como forma discreta de denúncia.
A mobilização inclui a com o passo a passo de atendimento e reforça a importância de uma resposta rápida, segura e responsável.
O secretário-chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, destacou que a iniciativa reforça o compromisso do Governo do Estado com a proteção das mulheres e a promoção dos direitos humanos. “A Casa Civil não é apenas um órgão de articulação administrativa. Somos parte de uma estrutura de Estado que precisa estar preparada para proteger vidas. Ao orientar nossos servidores sobre o ‘Sinal Vermelho’, fortalecemos uma cultura institucional de cuidado, responsabilidade e ação rápida diante de qualquer indício de violência”, afirmou Ortega.
Ele ressaltou que a mobilização interna está alinhada às políticas públicas estaduais de enfrentamento à violência contra a mulher e amplia a rede de proteção por meio da atuação qualificada dos servidores.
Projeto Mandala - A ação integra o Projeto Mandala: Casa Civil Sustentável, iniciativa da DGT voltada à promoção de práticas institucionais responsáveis, humanas e alinhadas à governança pública.
A diretora de Gestão Técnica da Casa Civil, Luciana Carla da Silva, explicou que a proposta é transformar o ambiente institucional em um espaço seguro e preparado para agir. “O ‘Sinal Vermelho’ é simples, mas pode salvar vidas. Nosso papel é garantir que cada servidor saiba identificar o pedido de socorro e agir corretamente. Informação, preparo e sensibilidade fazem toda a diferença nesses casos”, afirmou.
Segundo ela, o material distribuído detalha o passo a passo do protocolo e reforça que a denúncia deve ser feita imediatamente pelo 190, com a comunicação de que se trata do uso do sinal.
Violência vai além da agressão física - A orientação também relembra que, conforme a legislação brasileira, a violência doméstica pode se manifestar de diferentes formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Reconhecer esses tipos de violência é fundamental para oferecer acolhimento adequado e garantir o acionamento da rede de proteção.
Além do 190, as vítimas também podem buscar apoio pelo 180 (Central de Atendimento à Mulher), Defensoria Pública, Ministério Público e pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil.
Com a iniciativa, a Casa Civil reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva.
“Para a vítima, basta um ‘X’ na mão. Para nós, servidores, basta uma ligação.”






